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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Barco Nequinho, letra de Janet Zimmermann


Lá vai o barquinho  
transver o céu  
do rio Paraguai  
de vidro e de mel. 

Lá vai o menininho 
alçar voo azul  
com a palavra garça  
o nome mais santo 
que há. 

[Refrão] 
Lá vai, lá vai Nequinho  
no barco de não ter fim…  
Lá vai, lá vai Nequinho  
desinventando o confim.  
 
Vai lá, peneirador de águas 
aspergir poesia na graça da ave 
que principia a manhã…

Vai lá, poetinha meu
comungar chão com as raízes aéreas
da poesia primeva de Deus. 

[Refrão] 
Vai lá, vai lá, Nequinho  
semear o silêncio no ar.  
Vai lá, vai lá, Nequinho  
ensinar pedra a voar. 
  
Vai desaguar minha saudade  
no horizonte dourado do Pantanal  
d’onde o rio faz a curva  
só pra caber no seu quintal.

Letra: Janet Zimmermann 
Música: Marcos Enoch e Moacir Lacerda
Produção: Marcos Enoch
Arranjos: Jean Carvalho 
Interpretação: Soraya de Assis e Elías de Alencar

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