Lá vai o barquinho
transver o céu
do rio Paraguai
de vidro e de mel.
Lá vai o menininho
alçar voo azul
com a palavra garça
o nome mais santo
que há.
[Refrão]
Lá vai, lá vai Nequinho
no barco de não ter fim…
Lá vai, lá vai Nequinho
desinventando o confim.
Vai lá, peneirador de águas
aspergir poesia na graça da ave
que principia a manhã…
Vai lá, poetinha meu
comungar chão com as raízes aéreas
da poesia primeva de Deus.
[Refrão]
Vai lá, vai lá, Nequinho
semear o silêncio no ar.
Vai lá, vai lá, Nequinho
ensinar pedra a voar.
Vai desaguar minha saudade
no horizonte dourado do Pantanal
d’onde o rio faz a curva
só pra caber no seu quintal.
Letra: Janet Zimmermann
Música: Marcos Enoch e Moacir Lacerda
Produção: Marcos Enoch
Arranjos: Jean Carvalho
Interpretação: Soraya de Assis e Elías de Alencar

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