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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Leitura da antologia Quatro Estações

"Em cada palavra, em cada frase, verso ou estrofe, a gente sente a essência do escritor. Mas, quando somos amigos de escritores, percebemos suas essências. O que é incomum nas demais pessoas e, assim, acabamos confundindo a realidade. Será que são seres desse planeta?"

Fotos e frase acima, do leitor: Ezio José da Rocha.

domingo, 25 de abril de 2021

"Supostas prisões, versos livres", meu poema recém publicado na antologia Liberdade, pelo Grupo Editorial Atlântico, em Portugal

Supostas prisões, versos livres

“A liberdade é uma palavra
que o sonho humano alimenta,
não há ninguém que explique e
ninguém que não entenda.”
(Cecília Meireles)

Há prisões neste mundo, em doenças
que prendem os moribundos
aos seus leitos de dores, dos quais
a morte vem, depois, libertar.

Há prisões em corpos esculturais,
presos às suas paixões e a
determinados padrões e, também, em
prazeres do sexo, do poder e da fama.

Há prisões hedonistas, masoquistas e sádicas.

Há prisões em deficiências, limitações,
as quais se tentam superar.
Estampadas em telas de artistas e
em livros de literatura, que delas, por fim,
querem se libertar.

Há prisões em tristezas contidas, depressões,
em frases não ditas, em dores conscientes,
confessas, dissimuladas, há prisões.

Há prisões não supostas em vícios vários,
a princípio prazerosos, mas em formato de
algemas que fazem gemer depois.

Há prisões que badalam os seus sinos,
chamando os inocentes ou pobres pecadores
às suas celas de doutrinas, para as quais
os incautos prisioneiros caminham
ainda plenos de esperanças.

Há prisões que prendem os seus amores
em reais horrores, e machucam por dentro e fora.

Há prisões onde o espancamento declarado
espanta a Declaração dos Direitos Humanos.

Há prisões até entre os pretensos imortais,
às vezes presos às suas vaidades inomináveis.

Há prisões em parcos recursos para a educação,
capazes de aprisionarem gerações e gerações.

Há prisões dentro de si, as quais prendem mais
do que as grades de metais das cadeias,
donde é difícil se soltar. Necessitam psicólogos,
psiquiatras, quais carcereiros, para
ajudar na soltura de traumas e tramas
das celas escuras do inconsciente.

Há prisões em diversos tipos de transtornos
mentais, físicos e emocionais.

Há prisões em trabalhos que de nada libertam,
são meras formas de escravidão, modernas
senzalas para negros, brancos, pardos ou não.

Há prisões em palácios com as suas cercas elétricas,
portões eletrônicos e altos muros de medo.

Há prisões em burocratas justiças e suas
lentidões e, ainda, em injustas legislações.

Há prisões nas sarjetas e em maltrapilhos
famintos de igualdade e fraternidade.

Há prisões que prendem os pais e os filhos
em distâncias não transpostas.

Há prisões supostas ou não, mas o ser, enfim,
anseia pela vida e pela liberdade.

Ismael Machado
25 de abril, Dia da Revolução Cravos

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Sublime abraço!!!

Que o livro nos abrace, inspire, envolva, nos encante, instigue, que ele faça a melhor 
revolução em nós. 
Oxalá, isso aconteça no seu dia
e sempre!

Receba o meu abraço de páginas abertas.

(23 de abril, Dia do Livro).

Ismael Machado 

Rugas e aspas...


quarta-feira, 21 de abril de 2021

Chega de sucesso!

"O planeta não precisa de mais pessoas de sucesso. O planeta precisa, desesperadamente, de mais pacificadores, curadores, restauradores, contadores de histórias e amantes 
de todo tipo.

Precisa de pessoas que vivam bem nos seus lugares, precisa de pessoas com coragem moral, dispostas a aderir à busca por tornar o mundo habitável e humano, e essas qualidades têm pouco a ver com o sucesso tal como a nossa cultura o tem definido."

Dalai Lama 

terça-feira, 20 de abril de 2021

O sapinho deficiente, uma fábula revisitada, reescrita

Certa vez um grupo de sapinhos decidiu organizar uma competição entre eles. O objetivo era bem simples, alcançar o topo de uma torre muito, muito alta. 


Foi então que se juntou uma multidão em volta da torre para ver a corrida e animar os sapos que iriam competir. A corrida começou e absolutamente ninguém no meio da multidão acreditava que aqueles sapinhos, tão pequenos, seriam capazes de chegar ao topo da torre. 

Eles gritavam coisas como:
"- É muito difícil, vocês estão loucos.”
"- Eles nunca, jamais vão chegar ao topo."
"- Não existe nenhuma hipótese de sucesso nessa corrida.”
"- A torre é demasiado alta."

Foi aí que os sapinhos começaram a cair. Um a um, era um efeito dominó. Somente alguns continuaram a subir mais e mais alto.

A multidão continuava a gritar:
"- Parem com isso." 
"- É muito difícil, ninguém vai conseguir."

Muitos sapinhos cansaram e desistiram, mas um continuou a subir e subir, e não parava de subir. Esse não desistia, tinha muita resistência, força, foco, fé e uma mentalidade distinta.

No final, todos os sapinhos haviam desistido de subir a torre, exceto um, incrivelmente, persistia. Depois de tamanha dedicação, foi o único que conseguiu atingir o ápice.

Claro que a curiosidade foi grande ao final. Todos os outros sapinhos queriam saber como só ele conseguiu.

Um dos sapinhos perguntou ao campeão como ele conseguiu forças para atingir o objetivo? Só então ele percebeu que o sapinho campeão era surdo.

 “- Como?” Sim, é exatamente isso que você leu.

Portanto, não dê ouvidos a pessoas com tendências negativas, pessimistas, porque elas lhe afastam de seus objetivos, e os sonhos e metas ficam em segundo plano. É preciso entender algo muito importante, a palavra tem poder, tudo no Universo é vibração combinada com ação.

Todas as coisas que você vê, ouve e lê afetam suas ações finais, por isso, aprenda a selecionar. E confie mais em você, confie nos seus potenciais.

Sobretudo, seja surdo quando as pessoas disserem que você é incapaz de realizar os seus sonhos.

Ismael Machado

segunda-feira, 5 de abril de 2021

sábado, 3 de abril de 2021

Versos na areia


 Pequenino, também escrevo 
os meus versos na areia, 
bem sei que a chuva, 
o tempo e o vento
irão apagá-los.

Em meu caso, 
alegro-me por não ter 
de me desdizer.

Ismael Machado