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domingo, 24 de maio de 2026
Sobre preservar o que vale mais que o dinheiro
quinta-feira, 21 de maio de 2026
quarta-feira, 20 de maio de 2026
terça-feira, 19 de maio de 2026
segunda-feira, 18 de maio de 2026
sábado, 16 de maio de 2026
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Ricos de que mesmo?
domingo, 10 de maio de 2026
sexta-feira, 8 de maio de 2026
A inveja existe?
quarta-feira, 6 de maio de 2026
terça-feira, 5 de maio de 2026
segunda-feira, 4 de maio de 2026
sexta-feira, 1 de maio de 2026
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Jewishes or other peoples
Em pleno século XX, eram os anos de 1939 a 1945, esse terrivel e interminável tempo, e eu ali ainda vi o ódio matar milhões e milhões de humanos (com carne, dor, sangue e sentimento), eu vi novamente Ramá chorando por seus filhos mortos em um labirinto de horrores, onde havia muitos Minotauros. Eu vi o verbo clamando por seus pobres filhos esquálidos, famintos, doentes, ignorantes de toda sorte.
Homens, mulheres, crianças, inocentes foram mortos num jardim entre as regadas e crescidas flores da crueldade.
Era Herodes ressuscitado em carne e osso, vivo em outros corpos da vildade, sem qualquer piedade. O Nazifascismo persiste no século XXI, tempo em que os algarismos romanos quase nem se usam mais.
A Terra, às vezes, me parece apenas um gueto, um lugar onde os holocaustos se concentram em incontáveis campos, eles se sucedem, em quaisquer tempos, entre as nações. Isso beira um tom de ironia. But the World, seriously, represents a place where oprimidos tantas vezes tomam as máscaras dos seus opressores, e eles as acham tão bonitas, lhes encaixam tão perfeitamente nas faces, que olvidam o seu lugar de origem, olvidam os seus pares oprimidos de outrora, de agora, e desde sempre.
Perdão, há uma confusão, o antissemitismo diverge do sionismo, na mesma proporção da distância que vai do oprimido ao opressor, pois eles estão equidistantes. Há medos inumeráveis de ambos os lados, mas amar Ramá, em todos os sentidos, lendo da direita pra esquerda, ou o inverso disso, repito, amar Ramá, lança fora todo o medo. Porque na etimologia do amor não há medo.
Os antigos filósofos gregos, inventores da democracia, revolvem-se em suas catacumbas, delas querem se levantar e corrigir o que, hodiernamente, entendem por democracia, hoje com suas falsas ideologias, fajutos e toscos modos de pensar o mundo.
Eu quero a Menorá, de ouro maciço, bem dentro de mim, com seus sete sagrados dons, sua Luz espargindo os seus raios, sem um fim. Nessa Shekinah cantarei os cânticos duma sabedoria indescritível aos meros mortais. Ali, em meu peito, novamente crescerão os ramos da Árvore da Vida, sob suas sombras verei outros rebentos sorridentes.
O que eu vejo é infinitamente melhor do que a lente da minha câmera. Com os meus óculos de poeta eu posso reenxergar a realidade míope.
Ismael Machado
quarta-feira, 29 de abril de 2026
500 anos da virgula
Muito boa a campanha da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), por ocasião dos seus 100 anos de fundação. A campanha versou sobre os mais de 500 anos do uso da vírgula na Lingua Portuguesa.
*A virgula pode ser uma pausa, ou nao.
Não, espere.
Não espere.
*Ela pode sumir com seu dinheiro:
R$ 23,4.
R$ 2,34.
*Pode criar heróis:
Isso só, ele resolve!
Isso, só ele resolve!
*Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido!
Vamos perder nada, foi resolvido!
*A vírgula muda uma opinião:
Não queremos saber!
Não, queremos saber!
*A vírgula pode condenar ou salvar:
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
*Uma vírgula muda tudo!
ABI: 100 anos trabalhando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
Considerações adicionais:
*Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andsria de quatro à sua procura.
* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de "mulher".
*Se você for homem, colocou a vírgula depois de "tem".
😂😂😂😃
*Moral da história:
A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos a pontuação!
*Pontue sua vida com o que realmente importa.
Isso faz toda a diferença!
quinta-feira, 23 de abril de 2026
terça-feira, 21 de abril de 2026
segunda-feira, 20 de abril de 2026
domingo, 19 de abril de 2026
quarta-feira, 15 de abril de 2026
segunda-feira, 13 de abril de 2026
De volta ao mar
sexta-feira, 10 de abril de 2026
segunda-feira, 6 de abril de 2026
sábado, 4 de abril de 2026
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Onde se bebe o brilho das estrelas
Parentela não, ela é mero laço consanguíneo e, às vezes, aprisiona os pobres entes sob o mesmo teto, sem outra alternativa, sem afeto.
Já família é abraço, companhia, dialogicidade, busca de encontros,
alegrias, em quaisquer tempos ou distâncias. Família tem um quê de
fidelidade, respeito e lealdade. Aliás, família tem a força da luz que rompe a barreira do tempo, ela vai do choro do nascimento, perpassa as fases da
vida e adentra as lágrimas do sepulcro. Família é aquela parte que vai além da vida, em visitas tumulares, décadas após o sepultamento, porque
família é memória, jamais esquecimento, é saudade, lembrança que não se
apaga, não se acaba, um sentimento que apenas cresce, sem um fim.
Família é o cultivo cuidadoso da amizade, quando juntos se gera e
compartilha a felicidade. Espaço para desfazimento das discórdias, de suas transmutações em outras possibilidades.
Parentela é distância, às vezes, indiferença, e o sangue não flui por iguais caminhos venosos, sequer pelos mesmos ideais, os quais são díspares, criam arrelias, confusões arteriais, altas pressões, que nem os remédios dão conta depois.
Bem sei, família é lar, aconchego para onde se quer voltar, estar,
permanecer, jamais dela se quer sair, fugir. Porque isso já seria parentela.
Somente a família serve delícias culinárias, cuidadosamente, amorosamente
preparadas para almoços que alongam as tardes de domingo, ou para jantares intermináveis, inesquecíveis, donde os entes saem felizes, inebriados.
Espaço onde, na infância, se bebe o brilho das estrelas, em noites de
sonhos e ternuras, no colo do pai ou da mãe, quando os olhos enxergam e fazem pedidos cadentes. Onde se come o pão feito do sol do acalento de incontáveis dias.
Às vezes, família quer parecer parentela, mas depois cai em si e pede perdão pelo equívoco daquilo que efetivamente não é, e não desejaria ser
jamais.
Parente, infelizmente, quantas vezes atormenta a gente, parente pode ser provação, com os verbos conjugados no tempo do presente do indicativo de que está sendo inoportuno.
Cuidado, parente pode ser esse animal aparentemente domesticado, algo inocente, que assim, algo sorrateiramente, inesperadamente, morde a gente.
segunda-feira, 30 de março de 2026
terça-feira, 24 de março de 2026
Eu só peço a Deus, com Mercedes Sosa e Beth Carvalho
segunda-feira, 23 de março de 2026
sábado, 21 de março de 2026
Hoje, 21.03, é o Dia Mundial da Poesia, mas pra mim, Dia da Poesia é todo dia!
Ah! Esses cordéis vão aos céus, escorrendo pelas minhas veias, eles ainda dirão dos dias colossais, dias insabidos aos meros mortais.
inda viro neologismo.
Ismael Machado
sexta-feira, 20 de março de 2026
O ditador explícito, uma sátira ao fascismo
Não me admira que um(a) único(a) homem (ou mulher) queira ser ditador(a), ademais com todos os privilégios e desmandos intrínsecos ao termo (implícitos: o autoritarismo, a corrupção, a tortura, mortes, exílios, perda das liberdades individuais democráticas, além da ilegalidade inerente às ditaduras).
O que me admira mesmo é que, apesar DE TUDO, milhares ainda queiram ser os vassalos dele(a).
Fernando Bandeira
quinta-feira, 19 de março de 2026
Um poema para méu amor…
quarta-feira, 18 de março de 2026
segunda-feira, 16 de março de 2026
sábado, 14 de março de 2026
quarta-feira, 11 de março de 2026
sexta-feira, 6 de março de 2026
Listras bélicas
sábado, 21 de fevereiro de 2026
O Imoerador Dom Pedro II
O Imperador do Brasil, Dom Pedro II, em traje de corte, aos 39 anos, em 1865. Um dos personagens mais ilustres da história do Brasil, D. Pedro II permanece até os nossos dias como uma figura emblemática e ao mesmo tempo fascinante.
Suas fotografias o apresentam como um homem sério, contemplando um ponto além do alcance das lentes do fotografo, geralmente imerso em algum pensamento do qual só ele e suas longas barbas conhecem o segredo.
Essa imagem foi postumamente plasmada pela imprensa e pelos livros de história, que transformaram o segundo imperador do país numa espécie de ícone. Nem mesmo a República, com todo seu trabalho voltado para a desconstrução de nosso passado imperial, conseguiu derruba-lo de seu pedestal.
Aos 5 anos, Pedro de Alcântara tornou-se Imperador de Brasil. Devido à tenra idade, o governo foi entregue à três regentes e, posteriormente, para apenas um. Essa fase tumultuosa da história do Brasil, que vai da abdicação de D. Pedro I em 1831 até a proclamação da maioridade do príncipe, em 1840, aos 14 anos, ficou conhecido como período regencial. Nesse processo, o país foi palco de muitas revoltas de cunho separatista ou que pregavam o retorno do primeiro Pedro.
Essa situação foi parcialmente resolvida com a ascensão do menino-imperador ao trono. Logo, uma preocupação tomou conta dos ministros: era preciso garantir a sucessão ao trono.
Em outras palavras, D. Pedro II precisava se casar, de preferência com uma noiva que pertencesse a uma das grandes casas dinásticas europeias, como os Bourbon ou os Habsburgo. Entretanto, havia um problema: “a família imperial não era rica, o Brasil era um país distante, exótico, sem importância”. Além disso, explica José Murilo de Carvalho, havia o precedente de D. Pedro I e seus escândalos extraconjugais.
“As famílias reais europeias se perguntavam, naturalmente, se o filho não teria puxado ao pai em matéria de relacionamento” (2007, p. 51). Durante a infância, os instrutores do menino Pedro temiam que ele seguisse o mau exemplo do seu progenitor, educando-o de forma a se tornar o oposto dele.
Texto: Renato Drummond Tapioca Neto
Imagem: Fotografia de Reverter Henrique Klumb
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Baco, texto-poema de Raquel Naveira
O vinho é um símbolo milenar, presente em diversas culturas e religiões desde os rituais antigos de colheita e banquetes até o cristianismo.
Há o vinho da alegria, da plenitude da vida, sinal de festa de casamento ampliada noite adentro. Regada pelo melhor vinho. É amor nupcial, fecundo e jubiloso como nas Bodas de Caná. Esse vinho aponta para outro: o da Última Ceia, o sangue derramado, o sacrifício, o transbordamento de sentido.
Por outro lado, o vinho da Babilônia, do sistema do mundo, é duro e ambíguo. Todas as nações beberam desse vinho e se corromperam. Vinho cheio de fúria, de sedução, de poder, de riqueza e domínio. Quem bebe desse vinho fica entorpecido, fascinado, sem discernimento moral, confuso. É uma mistura adulterada com metanol. Veneno em taça de ouro. Barbárie travestida de progresso.
O deus Baco ou Dionísio, cultuado na Antiguidade greco-romana, era luz e vertigem no mesmo cálice. Deus do prazer, da fertilidade, do teatro. Impressionante o quadro “O Jovem Baco”, de Caravaggio (1571-1610), o pintor italiano que criou uma obra possante, naturalista, às vezes brutal. Caravaggio tinha personalidade inquieta, enfrentou várias vicissitudes, cometeu um homicídio, faleceu em circunstâncias obscuras na Toscana, aos 38 anos.
Foi genial, inovador, penetrou na realidade crua da condição humana. O seu jovem e pálido Baco, exposto num museu de Florença, é sensual, vulnerável, reclinado com uvas e folhas de videira nos cabelos. Toca ligeiramente o cordão do seu roupão frouxo e drapeado. Uma cesta de frutas apodrecidas sobre a mesa de pedra mostram que tudo é efêmero. Um jarro de vinho tinto. Com a mão esquerda nos oferece uma copa de vinho roxo. Há humor e ironia na sua face ruborizada. Transmite erotismo, fantasia e tentação.
Inspirada em Baco e nesse quadro dramático, escrevi o poema “Convite de Baco”:
Eu andava sozinho pelo vale
Quando descobri a uva e fiz dela o vinho,
Derramei-o pelo caminho
Pelo ninho de víboras das almas;
Seguiu-me um cortejo estranho
De homens vestidos de mulher,
De mulheres cobertas de pele,
De bodes tocando flautas;
Pelos campos e aldeias onde passamos,
Todos largaram seus labores
E vieram nos entoar louvores;
No palácio
Minhas bacantes enfurecidas
Mataram o rei a dentadas
E ungi de sangue o trono
E a boca do outono.
Do meu cântaro de vinho
Escorrem promessas de carinho,
De coragem,
De cura sem medida;
No meu cântaro de vinho
Borbulharam a loucura e o prazer
Desde as safras mais antigas;
Com meu cântaro de vinho
Serás um deus
E não mais um verme mesquinho;
Vem comigo,
A minha trilha é sem espinho,
Ontem descobri a uva e fiz dela o vinho.
Baudelaire (1821-1867), o poeta, ensaísta, fundador da tradição moderna em poesia, escreveu em seu livro “O Spleen de Paris”: “É preciso estar sempre embriagado. Tudo está nisso: é a única questão. Para não sentir o horrível fardo do Tempo que quebra vossos ombros e vos inclina para a terra, é preciso embriagar-se sem trégua. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha.” Sim, é preciso encontrar algo que nos arrebate, que tire o peso da nossa finitude, da banalidade de nossa existência. O escape do ambiente que nos causa indignação a cada dia.
Quem me vê com lábios trêmulos, com a aparência febril de quem tem o espírito atribulado e suplicante, pensa, certamente, que ando embriagada.
Raquel Naveira











































