Titã da mitologia grega
Inferno eterno de dores, rangeres de dentes estridentes, onde se vêem dragões de regiões hediondas.
Planetas alinhados a milhões de anos luz, Estrela Fulgurante nos céus de Belém, Magos Viajores anunciando as boas novas, nasceu o Filho do Homem.
Uma charada: “-Como se mata Deus?” Nietzsche tem a resposta em sua proclamação assombrosa. Mera constatação d’uma ocorrência pós-moderna. Deus está sepultado no cerne da usura dos tempos atuais.
Hércules, deus e homem, quem poderá salvar-nos nestes dias? Hércules, o grego. Joshua, o hebreu, zombado, escarnecido, malquisto na Judéia, em qualquer lugar, nestes dois milênios.
Aquiles se desfez no pó de seu calcanhar. Cada qual tem sua fraqueza, até mesmo o grande apóstolo, o qual escapou das garras de dragões, tinha um espinho (quem nos poderá desvelar este segredo?... ele não revelou).
O semideus, filho de Zeus, não sorveu a última gota do veneno letal, há uma chance de retornar ao Olimpo, ao Éden.
Mégara, a bárbara de Hércules, Dalila, a mentira de Sansão.
Herói, de verdade, só se forja no coração. O amor tem poderes alquímicos.
Ismael Machado

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