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terça-feira, 19 de junho de 2018

Do Brasil, a voz, ou uma triste romaria? (bem além dos campos...)


A voz do Brasil lamenta a corrupção que brota da terra,
no seio das famílias, feito erva daninha.

A voz do Brasil chora seus filhos mortos em chacinas,
sem que ninguém tenha sido punido.

A voz do Brasil lamenta a política e a economia, ainda vigentes,
na vez dos pretensos revolucionários,
repetidores dos mesmos erros e defeitos de seus antecessores.


Eles pensam: o povo não é santo, pode esperar,
qualquer vela, qualquer coisa vai lhe agradar.
Enquanto no campo santo, sonhos foram sepultados,
uma vida inteira de promessas não pagas.

A justiça não vê quanta coisa errada, ela é mesmo cega.
Será meu Deus irá perdoar esse pandemônio?
Só o tempo dirá, depois dos túmulos fechados.
As hienas já receberam suas bênçãos.

Ao coração não há rogos, há fome, dor,
nos becos, favelas, não querem só piedade,
querem comida, bebida, partida para algum lugar,
que não seja esse país de podres poderes.
Até querem vê-lo transformado,
em meio ao transtorno continuado.

País do futebol, onde o jogo da vida é duro.

Do carnaval, onde se dança, rebola para sobreviver.

Essa voz se levanta, e, às vezes, não é ouvida por seu povo...

Em Brasília, dez é mesmo nove horas, pois de erros descansa (boa noite!),
numa pretensa paz!? Quisera em esplêndido berço...

Ismael Machado
(Do livro Folhas Brasileiras, páginas. 22 e 51, edição esgotada)

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Celebrando os mais de 150.000 acessos na página deste Blogue do Lado Avesso


Muito obrigado, de coração, a você leitor(a) que acompanha este 
Blogue do Lado Avesso. Um agradecimento especial, neste ponto, 
comemorativo aos mais de 150.000 (cento e cinquenta mil) acessos 
na página do Blogue, digo isso com muita alegria!

Quando iniciei o Blogue, algo tímido, eu não pensava ir tão longe, 
mas como bem disse o poeta “longe é um lugar que não existe” (Richard Bach).

Este Blogue representa o avesso das coisas que vão pelas ruas deste mundo, 
de quantos valores invertidos. Como poeta eu gostaria tanto de desvirar todas essas coisas, colocá-las do lado melhor possível para cada um, para todos nós, um lado 
mais inclusivo, menos competitivo, com certeza mais poético, belo e humano. 

Oxalá, eu consiga através do Blogue, ao menos um pouco, recriar essa realidade dura, mercantilista, que possa dar asas aos sonhos, materializá-los em versos, 
com a ajuda de todas as artes e 
com palavras proclamar um tempo esperançado do porvir...

Ismael Machado
Poeta e editor

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Parabéns ao grande poeta e mestre Fernando Pessoa e aos seus heterônimos


Gratidão à professora Raquel Naveira pela belíssima palestra sobre a vida e obra de Fernando Pessoa, no aniversário de 130 anos dele, hoje 13.06,
evento na Casa Fernando Pessoa - MS, donde saímos ébrios de poesia.
Gratidão, também, aos anfitriões Silvio Santana e Marli.

"À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
F. Pessoa



sexta-feira, 8 de junho de 2018

Como uma folha ao vento, caída sobre pedras...

Quem és tu, poeta? Grafado entre tuas alcunhas, flutuante sobre estas linhas...

Com a ousadia de quem pensa e responde, nessa missiva, tu me dizes: ­­

      Eu sou alguém entre o humano e o divino, um tanto profano, com os meus
enganos... Certamente, imprecisamente, algo estético que o poético, profundamente, esse cupido, composto de estrofes, 
atrevido em moléculas e melodias,
assim, ele fez de mim.

Eu sou Fernando Bandeira, nascido sob suas folhas de março, 
William Whitman num devaneio de sonho e pó e Oswald Barros naquelas folhas ao vento, caídas sobre pedras, nesse chão de quantos dias de jornada... 
Todos eles, pseudônimos a me encaminharem aos inimaginados heterônimos 
que me habitam  e nem sequer sei revelar, eles consubstanciados 
nessa persona, que ora ousado se chama, simplesmente, 

Ismael Machado.