domingo, 25 de junho de 2023

Paralelas, de Belchior, interpretação de Vanusa

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Dentro do carro, sobre o trevo a cem, por hora
Oh, meu amor
Só tens agora os carinhos do motor

E no escritório em que eu trabalho e fico rico
Quanto mais eu multiplico, diminui o meu amor

Em cada luz de mercúrio vejo a luz do teu olhar
Passas praças, viaduto, nem te lembras de voltar
De voltar
De voltar

No Corcovado quem abre os braços sou eu
Copacabana, esta semana o mar sou eu
E as borboletas do que fui posam demais
Por entre as flores do asfalto que tu vais

E as paralelas dos pneus na água das ruas
São duas estradas nuas em que foges do que é teu

No apartamento, oitavo andar
Abro a vidraça e grito quando o carro passa
Teu infinito sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu

No Corcovado quem abre os braços sou eu
Copacabana, esta semana o mar sou eu

E as borboletas do que fui posam demais
Por entre as flores do asfalto que tu vais

Compositor: Belchior

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