sábado, 28 de junho de 2014

Do Brasil, a voz (Torcida Brasil)


Lamentos:
A voz do Brasil lamenta a corrupção que brota da terra, no seio das famílias,
feito erva daninha.

A voz do Brasil chora seus filhos mortos em chacinas, sem que ninguém tenha sido punido.

A voz do Brasil clama por suas filhas prostituídas em qualquer lugar do mundo, comercializadas, escravizadas.

A voz do Brasil lamenta a política e a economia, ainda vigentes, na vez dos pretensos revolucionários, repetidores dos mesmos erros e defeitos de seus antecessores.

Esta voz se levanta, e não é ouvida por seu povo.

Em Brasília, dezenove horas, de seus erros descansa (boa noite!), em paz!?, 
em esplêndido berço.

Orgulho:
A  voz  do  Brasil  homenageia  Carlos Gomes,  com  o  nosso   “O Guarani”, obra magistral, pois afinal temos alegria e nem só de lamento se vive.

Esperança:
A  voz  do  Brasil  pretende  comemorar   em   alegres  falas  o hexacampeonato mundial da seleção brasileira de futebol. Há, pois, esperanças além dos campos.

Fernando Bandeira
(Do livro Folhas brasileiras, 2010, edição esgotada)

domingo, 22 de junho de 2014

Novos vales aos olhos...


O tédio e o ócio,
se quiserem,
bem podem reverdecer os vales...

Fernando Bandeira

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O pequeno infinito das páginas em branco... vale a pena ver!!!



Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

domingo, 8 de junho de 2014

O tempo é o carteiro destas "Folhas de março"...


O poeta conjectura por onde a Poética lhe conduzirá.
A poesia quer saber o que o poeta lhe escreverá.
Só o tempo será o carteiro com as respostas impressas,
Em folhas ressequidas, salgadas de mar,
Acompanhadas de solidão.

Ismael Machado
(Do livro Folhas brasileiras, 2010, edição esgotada)