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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Como uma folha ao vento, caída sobre pedras...

Quem és tu, poeta? Grafado entre tuas alcunhas, flutuante sobre estas linhas...

Com a ousadia de quem pensa e responde, nessa missiva, tu me dizes: ­­

      Eu sou alguém entre o humano e o divino, um tanto profano, com os meus
enganos... Certamente, imprecisamente, algo estético que o poético, profundamente, esse cupido, composto de estrofes, 
atrevido em moléculas e melodias,
assim, ele fez de mim.

Eu sou Fernando Bandeira, nascido sob suas folhas de março, 
William Whitman num devaneio de sonho e pó e Oswald Barros naquelas folhas ao vento, caídas sobre pedras, nesse chão de quantos dias de jornada... 
Todos eles, pseudônimos a me encaminharem aos inimaginados heterônimos 
que me habitam  e nem sequer sei revelar, eles consubstanciados 
nessa persona, que ora ousado se chama, simplesmente, 

Ismael Machado.

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